Yahoo perde com aliança com Microsoft
Paul McDougall - Information Week
Ações do Yahoo caíram nessa quarta-feira (29/07), depois que acionistas protestaram contra acordo
Investidores do Yahoo estão protestando com seus certificados de ações o pacto que a companhia selou com a Microsoft, fazendo com que os papéis da empresa desvalorizassem 12% nesta quarta-feira (29/07). Nenhuma surpresa. Trata-se de um acordo onde a fabricante do Windows ganha o leite sem comprar a vaca.
O Yahoo falhou ao fechar um acordo com a Microsoft sem assegurar uma garantia de pagamento por colocar a bandeira da ferramenta de busca Bing em destaque na internet.
As companhias estabeleceram que 88% da receita que a Microsoft fizer com as buscas nos domínios do Yahoo voltarão para o próprio Yahoo. Trata-se de uma boa partilha, mas não oferece nenhuma garantia. Além disso, antes do acordo, o Yahoo ficava com 100% da receita gerada com as buscas.
Há ainda mecanismos mais complexos. A Microsoft irá licenciar a tecnologia de busca do Yahoo e adicionar ao seu próprio mecanismo, um movimento que deixa, efetivamente, a Microsoft como o provedor tecnológico da aliança.
O Yahoo, por outro lado, fica com a responsabilidade de venda e marketing para pesquisa e display de propaganda em seus domínio e nos da Microsoft.
Para David Mitchell, analista da Ovum, "a implementação deste acordo não se dará sem desafios." De acordo com o especialista, existem barreiras de engenharia que as duas companhias "precisarão trabalhar por meio de mudanças no gerenciamento para seguir com a implantação do acordo."
O Yahoo vem gastando milhões de dólares no desenvolvimento da tecnologia de buscas e a CEO da companhia, Carol Bartz, estima que a empresa conseguirá economizar cerca de US$ 200 milhões ao ano por terceirizar a busca com a Microsoft.
Acionistas, no entanto, não enxergam muita vantagem no cálculo da executiva, já que Steve Ballmer, CEO da Microsoft, chegou a oferecer US$ 45 bilhões para comprar o Yahoo.
Por outro lado, a Microsoft só ganha com o acordo. Ela ampliará sua participação no mercado de buscas de 8% para 29% só ao assinar o contrato. A companhia poderá ainda atrair mais consumidores e se apresentar aos anunciantes como uma legítima alternativa ao Google.
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