Virtualização: você conhece os custos indiretos de manutenção da infraestrutura de TI?
A virtualização – movimento de migração do hardware físico para o virtual – deixou de ser uma tendência para ter aplicação prática em empresas de todos os portes. Como todo processo de mudança de matriz tecnológica, demanda um investimento inicial aparentemente alto. Mas ao se olhar grandes números à primeira vista, é comum que os custos escondidos de manutenção do ambiente baseado em hardware sejam ignorados.
Por exemplo, se a empresa possui 200 máquinas físicas, entre notebooks e desktops, gasta em torno de R$ 2 mil para manter cada uma, entre gerenciamento, manutenção e armazenamento. Ao virtualizá-las, o gasto inicial será em torno de R$ 4 mil por máquina. Por que gastar mais, então?
Enquanto um desktop comum consome uma média de 500 watts por dia, um virtualizado demanda 10 watts. Isso representa uma economia de 490 watts por máquina ao dia, ou 98% do consumo geral. Multiplicando o custo médio do watt pelo número de máquinas, é possível identificar com facilidade o “custo secreto” que o parque de computadores representa na conta de energia elétrica. Outra despesa que costuma ficar embutida é com a equipe de TI, responsável por garantir a manutenção do parque: com todas as informações em um mesmo local, em vez de um suporte médio de dez pessoas, por exemplo, a empresa precisará de, no máximo, duas.
“O primeiro passo para fazer qualquer investimento, é colocar no papel os gastos mensais atuais com itens como energia elétrica, equipe de manutenção, treinamento de pessoal, espaço e armazenamento, e como esse cenário vai ficar – de médio a longo prazo -, com a adoção da tecnologia. E isso não muda em virtualização”,afirma Nuno Alves, especialista de pré-vendas da Citrix.
Feito isso, o CIO deve estudar o tema, entender como funciona uma arquitetura virtualizada e quais são os tipos existentes. “Uma boa dica é observar o mercado e conversar com CIOs de empresas do mesmo setor que já apostaram na virtualização para conhecer as principais dificuldades e como foi feita a implementação, em termos de tempo, preparo e equipe”, aconselha Alves.
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