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Segundo estudo do PMI, 59% das companhias não utilizam soluções específicas para gestão do conhecimento em projetos.
Os números são alarmantes: 79% das organizações brasileiras costumam ter problemas no cumprimento dos prazos estabelecidos para os projetos, enquanto 62% afirmam estourar os orçamentos definidos. É o que mostra o estudo de benchmarking em Gerenciamento de Projetos Brasil 2009, realizado pelo PMI (Project Management Institute). O levantamento ouviu 300 companhias que atuam no País.
De acordo com a pesquisa, 32% dos projetos estouram em até 10% do valor previsto e 28% afirmaram que o rombo geralmente é maior do que isso. Por outro lado, 59% das empresas brasileiras não costumam ter problemas de qualidade no que é entregue. A satisfação com os resultados também não deixa a desejar.
Problemas que ocorrem com mais frequência citados pelos respondentes tocam comunicação (76%), prazos (71%), mudanças de escopo (70%), escopo não definido adequadamente (61%) e concorrência entre o dia a dia e o projeto na utilização de recursos (52%).
Iniciativas que as empresas pretendem desenvolver nos próximos 12 meses passam por desenvolvimento e revisão de metodologia de gerenciamento (60%), programas de capacitação em gerenciamento de projetos (57%), implantação de indicadores (50%).
Outro dado relevante da edição do estudo mostra que 42% dos projetos estão sempre alinhados às estratégias da organização. Além disso, 62% dos entrevistados afirmam não utilizar balanced scorecard (BSC).
Mesmo assim, 83% das empresas utilizam algum software para gerenciamento de projetos. Entre as ferramentas utilizadas estão MS Project (60%), software desenvolvido internamente (26%), MS Project Server (23%) e Oracle Primavera Systemas (8%). Todavia, 59% das companhias não utilizam soluções específicas para gestão do conhecimento em projetos, mas pretende adotá-la no futuro.
Além disso, 33% das áreas de TI possuem um PMO (Project Management Office). O departamento também é o que mais utiliza metodologia de Gerenciamento de Projetos (63%). Os aspectos considerados na metodologia estão prazo (97%), escopo (94%), custo (83%), riscos (70%), comunicação (68%), qualidade (64%), recursos humanos (62%), integração (57%) e aquisições (48%).
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