Steve Jobs banirá o Google do AppleWorld?
Investidor da Apple acredita que o CEO da fabricante está preparando algo para bater o mundo do gigante das buscas.
"A moral da história é que Steve Jobs não é alguém de quem você queira depender para sua subsistência. Eu considero que em uma das reuniões de conselho da Apple que o CEO do Google (Eric) Schmidt costumava participar, ele entendeu que Jobs estava desenvolvendo o AppleWorld fora daquela sala e se assustou com a situação." Preocupação, certamente, mas o Google ficaria assustado com alguma coisa?
A abertura deste artigo vem de uma fala de um investidor da Apple, Jason Schwarz, que abraçou uma longa posição na Apple e por isso, talvez, não seja uma fonte imparcial. Mas ouvi muitas das análises de Schwarz no passado e, embora ele possa em algumas ocasiões traçar algo que não se concretize, ele também oferece perspectivas únicas em relação à Apple e seu CEO.
Abaixo você confere dois parágrafos abertos de seu blog e que foram publicados no SeekingAlpha.com, onde o investidor explica sua teoria de porque o Google estaria assustado:
"Steve Jobs caminha como Walt Disney", escreveu Schwarz. "Assim que a Disney foi concluída na Califórnia, Walt percebeu ter cometido um erro terrível ao não se assegurar do real estado que das coisas. Ele construiu um maravilhoso destino, mas permitiu que cadeias hoteleiras e restaurantes viessem no entorno e ganhassem mais dinheiro que ele. Foi quando, imediatamente, ele se voltou para Orlando e construiu a Disneyworld."
"A moral da história é que Steve Jobs não é alguém de quem você queira depender. O objetivo dele é desenvolver uma vizinhança digital fechada onde a Apple controle quem faz o dinheiro e quem não. Em uma das reuniões de conselho da qual Eric Schmidt costumava participar ele entendeu que Jobs estava querendo o Appleworld e se assustou com isso."
A metáfora feita com a DisneyWorld foi intrigante o bastante e me motivou a compartilhá-la neste artigo. Particularmente pela forma como isso se relaciona com a explosão da computação móvel que está para ocorrer e que Schwarz afirma que o desejo no coração de Jobs é construir a AppleWorld. O investidor ainda escreveu o seguinte:
"A Apple rapidamente entendeu que aplicativos um dia ultrapassariam as .com. Eles sabiam que os dispositivos móveis se tornariam mais importantes que os PCs. E, não menos relevante, entenderam que tinham dois anos para controlar completamente a comunidade móvel. E isso não seria possível com Eric Schmidt."
O fenômeno móvel terá poder o bastante para fazer companhias do tamanho e importância do Google? Poderia Steve Jobs - ou qualquer outro CEO da indústria de tecnologia - criar um ecossistema de negócio onde o CEO determina quem faz dinheiro e quem não? Isso sobreviveria nos dias atuais onde as escolhas são ilimitadas?
O significado dessa avaliação para CIOs é de inexorável mudanças para mais aplicativos e dispositivos móveis e, dentro dessa mudança, o crescimento do iPhone e AppStore como as melhores formas de conectividade e um device de primeira escolha dos profissionais.
Neste contexto, se Steve Jobs está habilitado para construir o AppleWorld como imagina Schwarz, e se o CEO da Apple terá poder para dizer quem está dentro e quem está fora, aí sim o Google teria um bom motivo para ficar preocupado. Mas isso é algo que ainda não aconteceu.
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