28/09/2010 | Rui Maciel - IDG Now

Só 36% das grandes empresas locais usam rede social

A plataforma preferida das organizações é o Twitter, utilizado por 43,4% das companhias consultadas.

Atualmente, cerca de 36,4% das grandes empresas instaladas no Brasil usam as redes sociais para promover seus negócios. Esta é a principal conclusão de um estudo realizado pela MWeb, agência de comunicação especializada em mídias digitais, com 250 empresas. A amostragem foi escolhida a partir do ranking das dez melhores empresas de 25 setores da economia, usando a metodologia do jornal Valor Econômico.

Do total de companhias que utilizam as redes sociais, as organizações voltadas ao consumidor final, também conhecidas como Business to Consumer ou B2C, se destacam nesse ambiente, com percentual de adesão igual ou superior a 60%. Entre os setores que fazem uso destas plataformas, estão os de tecnologia da informação, telecomunicações, água e saneamento, alimentos, comércio varejista e têxtil, couro e vestuário.

“A maior presença de empresas B2C nas redes era esperada, já que é na Web que os consumidores estão”, declarou Renato Mendes, responsável pela pesquisa e gestor da MWeb. “No entanto, mesmo com todo barulho causado pelas redes sociais, a pesquisa mostra que quando olhamos para uma amostragem representativa da economia, o nível de adesão por parte das empresas ainda é baixo”.

Já empresas de setores como açúcar e álcool, metalurgia e siderurgia, mineração e papel e celulose pouco aparecem nas redes sociais, com presença igual ou inferior a 10%.

Twitter lidera preferência das empresas.

A plataforma social preferida das empresas é o Twitter, utilizada por 43,4% delas. No entanto, isso não se traduz em conteúdos atualizados, já que menos da metade delas (45,3%) atualiza sue perfil com frequência. Além disso, menos de um terço delas dialoga com outros perfis (32%) ou “retuita” conteúdos de terceiros (26,7%).

“Esse percentual de adoção do Twitter mostra a força do microblog”, apontou Mendes. “O que surpreende, no entanto, são os baixos níveis de produção de conteúdo e interação. Eles contrariam a própria natureza dessa ferramenta que é a de instantaneidade e diálogo. Ou seja, posso dizer que mesmo com uma taxa de adesão alta, trata-se de um serviço ainda subaproveitado”.

Já o YouTube aparece em segundo lugar entre as ferramentas mais usadas, com 20,2% de adesão, sendo que quase metade dos canais é atualizado, ao menos, uma vez por mês. “Cada vez mais vídeos serão produzidos e consumidos na web, é a experiência mais rica de que se tem notícia”, afirmou Mendes “Parece uma tendência irreversível e as empresas perceberam isso, tanto que a atualização deste canal é mais regular”.

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