Sergey Brin, cofundador do Google, critica Yahoo
Thomas Claburn - InformationWeek EUA
Em bate-papo, executivo aborda desenvolvimento de produtos, elogia criador do Twitter e diz que é vergonha Yahoo ter saído das buscas
Sergey Brin, cofundador do Google, decidiu ceder alguns minutos do seu tempo na tarde de quinta-feira (22/10), durante o Web 2.0 Summit, para um bate papo. Trata-se de uma boa oportunidade quanto estamos falando de um executivo que ajudou a criar uma das mais bem-sucedidas companhias no mundo.
Com trajes simples, como de costume, Brin foi questionado, e respondeu a seu modo, sobre diversos aspectos dos negócios do Google.
Sobre como o acordo com o Twitter - na quarta-feira (21/10) a companhia anunciou que incluiria tweets nos resultados de buscas - aconteceu, Brin reconheceu estar satisfeito e por dentro do tratado, mas sem prover detalhes. Ele afirmou que estava animado ao ver o co-fundador do microblog, Evan Willians, ter sucesso em uma empreitada pela segunda vez. Willians também ajudou a criar o Blogger, comprado pelo Google mais tarde. "Isso reafirma a diferença que um empreendedor pode fazer."
Quando questionado se tentou comprar o Twitter, ele respondeu de forma enfática: "eu não tentei comprar o Twitter". Isso não significa, entretanto, que o Google não tenha tentado comprar o serviço de microblog.
Para Brin, pediu-se a elaboração dos planos do Google para o futuro, já que a web tem tornado se tornado em uma economia mais social. O executivo, no entanto, se esquivou da pergunta, trazendo algo desafiador. "Eu diria que o Google dominou a atenção da economia", insistindo que os usuários, no passado, entravam no site e o deixavam rapidamente.
O cofundador do gigante das buscas apenas ofereceu um pequeno prospecto da companhia na questão dos displays de publicidade. As taxas de anúncio na web tendem a cresceu, afirmou, mas o anúncio deve se tornar algo mais específico.
Brin também falou um pouco sobre a questão de desenvolvimento de produtos dentro da coampanhia. "Primeiramente, entramos em áreas onde percebemos problemas", informou, citando os casos do Gmail e Android como propostas para melhorar sistemas de webmail e plataformas móveis pesadas.
O executivo revelou ter usado o Bing, em algumas ocasiões. "Eu uso todas as ferramentas de busca", reconhece. "O que o Bing me traz à mente é que o mercado de buscas é muito competitivo." Ele disse ainda que era "uma vergonha o Yahoo estar saindo das buscas", fazendo alusão ao acordo feito com a Microsoft, pelo qual ficou estabelecido que a ferramenta de busca padrão nos portais Yahoo será o Bing.
Ele não quis abordar a possibilidade de o Google lançar um celular próprio, como tem a Apple. "Deixo esse tipo de questão para o Andy Rubin (diretor de plataforma móvel do Google)", afirmou.
Brin expressou certo ressentimento pelo fato de o navegador Google Chrome não ter sido lançado para Mac. O executivo disse que utiliza uma versão inicial para computadores da Apple e que os usuários podem testar.
Ao finalizar o bate-papo, Brin reafirmou que não esperava resistência em relação ao projeto Google Book Search. "Recebemos muitas críticas, mas tenho ficado surpreso com o nível de controversa", disparou, acrescentando, ainda assim, que estava otimista de que a companhia seria capaz de trazer o serviço ao mercado.
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