Seja responsável pela segurança
É imprescindível que os gestores e security officers brasileiros liderem o debate para que haja conscientização sobre a importância da segurança digital
"A internet vai mudar a maneira como trabalhamos, vivemos, aprendemos e nos divertimos.”
Essa frase foi dita por John Chambers, ex-CEO global da Cisco nos anos 90. Hoje, quase três décadas depois, podemos afirmar que a internet realmente mudou a humanidade.
Reuniões virtuais, redes sociais, ensino a distância e jogos on-line são realidade no nosso dia a dia. Podemos vivenciar o fenômeno da digitalização em hospitais, bancos, escolas, supermercados, indústrias, residências, ou seja, em praticamente todos os lugares; isso sem falar no crescimento exponencial de dispositivos conectados à rede.
Na era da internet das coisas (ou IoT, internet of things), estimativas conservadoras indicam que milhões de novos elementos que nunca foram ligados à internet passarão a ser em futuro muito breve. O Gartner estima que em 2020 serão mais de 20 bilhões de dispositivos conectados.
Nos últimos anos, todos os dados pessoais e corporativos passaram a trafegar constantemente pelas redes domésticas e empresariais. E, junto com estas mudanças, algumas modalidades de crime migraram para o mundo digital.
Frequentemente testemunhamos ou vivenciamos ataques cibernéticos e ameaças de malwares e ransomwares, que visam não só a destruição de reputação das pessoas e empresas, mas também – e principalmente – o ganho financeiro ilícito, como nos casos de sequestros de sistemas ou fraudes eletrônicas.
Sob essa perspectiva, é necessário entender que a sociedade, as organizações e governos precisam estar protegidos, e que mecanismos de segurança digital não devem ser luxo para poucos, e sim prioridade para todos.
Infelizmente, esta ainda não é a realidade em muitos países, incluindo o Brasil. De acordo com o Relatório Anual de Cibersegurança da Cisco divulgado em 2018, cerca de 35% das empresas pesquisadas no país ainda veem a falta de orçamento como uma grande barreira de adoção de processos e tecnologias avançadas de segurança.
É imprescindível, portanto, que os gestores e security officers brasileiros liderem o debate para que haja conscientização sobre a importância da segurança digital integrada nas redes de nova geração, considerando que:
- Visibilidade é importante
Ferramentas para entender o tráfego de usuários e aplicações em tempo real são fundamentais para que as empresas reduzam riscos de segurança e, ao mesmo tempo, ganhem desempenho e aumentem a eficiência operacional.
- Segmentação é essencial
Mecanismos dinâmicos para separação e proteção de dados são imprescindíveis para mitigação de erros humanos e agilidade na resposta à incidentes.
- Privacidade é primordial
Elementos e sistemas criptográficos de alta complexidade continuarão sendo estratégicos para proteção das informações e garantia de privacidade nas comunicações.
- Visibilidade com privacidade é possível (e desejável)
Sistemas com capacidade de analisar padrões comportamentais, mesmo em tráfego criptografado, podem e devem ser considerados dentro da estratégia de segurança das empresas.
Ainda há muito a se fazer para que estes temas sejam abordados com seriedade em todas as discussões estratégicas empresariais, e não somente nos projetos de TI. Nosso desafio imediato é criar uma cultura onde cada vez mais executivos e líderes possam ser protagonistas nesta jornada de digitalização segura das comunicações em nosso país. Agora é a hora.
Últimas Notícias
A mudança disruptiva só ocorre na convergência tecnológica
E adotar tecnologias que ainda não se consolidaram é um desafio para qualqu...
Gartner revela que as prioridades dos CEOs estão mudando por causa de negócios digitais
Isso mostra que executivos estão abertos às perspectivas de como obter suce...
Oracle define data para fim das atualizações do Java 8
Após janeiro de 2019, empresas precisarão de uma licença comercial para rec...
