Pirataria cai no Brasil, mas ainda dá prejuízo de US$ 1,6 bi
- Relatório apresentado pela Abes e BSA revela que País tem menor taxa de pirataria de software entre membros do BRIC
O software falsificado é um problema recorrente, sobretudo em países em desenvolvimento. De um lado, a indústria faz as contas do prejuízo e, de outro, governos tentam amenizar a situação com legislações punitivas à prática da pirataria. Em alguns casos parece surtir efeito. Um desses exemplos é o Brasil, onde, nos últimos três anos, o índice de pirataria caiu seis pontos percentuais e hoje está em 58%, ainda bastante alto. O percentual também é suficiente para manter o País entre as dez nações que mais provocam dano financeiro por conta da falsificação.
As informações são do 6º Estudo Anual Global de Pirataria de Software, apresentado pela Associação Brasileira das Empresas de Software (Abes) e pela Business Software Alliance (BSA). De acordo com o relatório, o valor monetário de software não licenciado no Brasil, em 2008, somou US$ 1,645 bilhão, alta de 1,73% sobre 2007. Mesmo com tal prejuízo, o documento, produzido pela IDC, nota que o País reduziu o ritmo de crescimento das perdas, que entre 2005 e 2007 saltou 111%.
O estudo, que traz um panorama sobre a pirataria em mais de 100 países, revelou também que entre os membros do BRIC (bloco formado por Brasil, Rússia, Índia e China), o Brasil tem a menor taxa de pirataria. Na China, o índice chega a 80%.
Já na região da América Latina, o Brasil tem a segunda menor taxa, perdendo apenas para a Colômbia, que tem 56%. Em contrapartida, o País lidera o ranking de perdas geradas pela pirataria. Na região, os piores índices de falsificação estão na Venezuela (86%), Paraguai (83%) e Bolívia (81%). O documento relata ainda um dado positivo vindo da Argentina. O país vizinho conseguiu reduzir em 8,37% o volume de perdas resultantes da pirataria.
- No mundo
De forma geral, a pirataria de software no mundo subiu de 38% para 41% em apenas um ano, influenciado principalmente pelo avanço do mercado de PCs nos áíses emergentes, onde o índice de falsificação já é notadamente elevado. Isso fez com que o prejuízo gerado também avançasse: 11%, somando US$ 53,1 bilhões. De acordo com o estudo, de cada US$ 100 gastos com software, US$ 69 eram destinados a produtos piratas. Dos 110 países pesquisados, 57 conseguiram reduzir a pirataria, em 40 o índice se manteve estável e, em 13, houve crescimento.
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