02/04/2018 | Fonte: CIMM

Pacote de incentivos para a indústria 4.0 prevê mais de R$ 10 bilhões em crédito

Indústria 4.0 é considerada a 4ª revolução industrial, reunindo tecnologias que permitem a fusão do mundo físico, digital e biológico aos processos produtivos.

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O governo federal anunciou nesta quarta-feira (14) no Fórum Econômico Mundial, em São Paulo, um conjunto de medidas para estimular a chamada "indústria 4.0", incluindo a disponibilidade imediata de linhas de crédito de mais de R$ 10 bilhões do BNDES, Finep e Banco da Amazônia (BASA).

Segundo o ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Jorge de Lima, o objetivo é incentivar a modernização do parque industrial brasileiro e projetos de inovação e adoção ou geração de novas tecnologias como internet das coisas, inteligência artificial, automação, "big data" e conectividade.

"Temos agora a oportunidade de lançar, de forma estruturada e integrada, de estimular a inovação, seja com isenção de bens necessários como robôs colaborativos, com tarifa zera, seja através de financiamentos com juros mais atrativos", disse o ministro.
Dinheiro para inovação
Somente a Finep (Financiadora de Estudos e Projetos), que é ligada ao Ministério da Tecnologia, afirma ter R$ 7,2 bilhões disponíveis para empréstimos no ano.

"Nossa meta para esse ano é de R$ 3,85 bilhões em projetos reembolsáveis. Dinheiro para empréstimo na Finep não é problema", disse o diretor da Finep, Ronaldo Camargo. Segundo ele, o órgão também captou outros US$ 1,5 bilhão com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para projetos de inovação no Brasil.

Já o BNDES prevê desembolsos de R$ 5 bilhões em 3 anos para projetos de inovação. Para 2018, a previsão é que os empréstimos alcancem R$ 1 bilhão, o que representará o dobro do valor destinado para projetos deste tipo em 2017.

"O banco estima que possa ter uma demanda de cerca de 1 bilhão esse ano.
Ele torce para que tenha. E estima R$ 5 bilhões em 3 anos. Mas não há limite orçamentário para o que é prioritário", disse o presidente do BNDES, Paulo Rabello de Castro.

Para as linhas destinadas à inovação, a taxa de juros anual no BNDES será reduzida de 1,7% para 0,9% (+spread), e terão prazos mais alongados.
No Banco da Amazônia, serão
disponibilizados R$ 1,1 bilhão para a indústria 4.0, com foco na modernização do parque tecnológico da Zona Franca de Manaus.

Fábricas do futuro

Batizado de Agenda Brasil 4.0, o pacote quer estimular também uma maior aproximação entre indústrias e startups, e irá destinar R$ 30 milhões até 2019 para até 100 novos projetos, além de R$ 20 milhões para 20 projetos de desenvolvimento de ambientes para testes de soluções que possam ser aplicadas no processo produtivo, as chamadas "fábricas do futuro".

A indústria 4.0 é chamada assim pois é considerada como a 4ª revolução industrial e se caracteriza por um conjunto de tecnologias que permitem a fusão do mundo físico, digital e biológico aos processos produtivos.

"Imaginamos que em até 20 anos o Brasil possa chegar em até 18% da indústria em 4.0", projetou o presidente da Agência Brasileira de

Desenvolvimento Industrial (ABDI), Luiz Augusto Ferreira, destacando que países como a Alemanha investem por volta de 20 bilhões de euros por ano na área.

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