ONGs pedem que empresas não vendam tecnologia de reconhecimento facial ao governo
Um grupo formado por 90 ONGs, coletivos e associações divulgaram nesta semana uma carta direcionada para a Amazon, Google e Microsoft pedindo que as empresas se comprometam a não vender tecnologia de reconhecimento facial para o governo.
De acordo com esses ativistas, ao fornecer esse tipo de plataforma aos administradores, essas empresas estariam facilitando para que países usem a tecnologia para fazer uma vigilância ostensiva e monitoramento de cidadãos com base em critérios ideológicos e raciais.
Estamos numa encruzilhada com a vigilância usando o reconhecimento facial e as escolhas feitas por essas empresas agora vão determinar se a próxima geração terá que temer ser rastreada pelo governo para participar de um protesto, ir ao local de culto ou simplesmente viver suas vidas, disse Nicole Ozer, diretora de tecnologia e liberdades civis da ACLU
O texto é assinado pela União Americana das Liberdades Civis (ACLU), Centro de Refugiados e Imigrantes para a Educação e Serviços Jurídicos (RAICES) e a Electronic Frontier Foundation (EFF). Além disso, outros grupos e até mesmo universidades constam na lista.
Por isso, a intenção é que as empresas atendam ao apelo e parem de trabalhar para corrigir problemas e falhas presentes em sua tecnologia de reconhecimento facial. Assim, o governo não poderia explorar esse tipo de tecnologia para perseguir algum segmento da sociedade.
Até o momento, o Google e a Microsoft não responderam a carta. Já a Amazon, apesar de estar negociando a sua tecnologia com o FBI e o Pentágono, afirma que está ciente de que o reconhecimento facial pode ser usado para o mal. No entanto, a companhia também não comentou o texto dos ativistas.
Vale lembrar que o governo chinês é conhecido por usar câmeras com reconhecimento facial para garantir "a segurança" no país. No entanto, são constantes as denúncias de espionagem de cidadãos para o cerceamento da liberdade. Por isso, os ativistas temem que esse tipo de problema venha para o ocidente:
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