23/03/2015 | Fonte: Computerworld

O papel da nuvem híbrida na conquista de clientes

Muitos querem mesclar flexibilidade, agilidade, velocidade e custos de um modelo com o controle, a segurança e o desempenho do outro

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Atualmente, é consenso que o sucesso de uma companhia está também ligado ao encantamento dos clientes. Surpreender as expectativas com o melhor serviço ou solução é uma receita mais que conhecida no mundo empresarial, mas qual a relação da excelência com a computação em nuvem? Podemos afirmar que existe um canal direto entre estes dois assuntos.

As tecnologias da terceira plataforma computacional mudaram a maneira com a qual o consumidor espera que as empresas se relacionem com ele. Desta forma, a computação em nuvem atua nos bastidores da infraestrutura de TI para garantir agilidade, escalabilidade e disponibilidade dos sistemas que suportam a estratégia de negócios, que tem o cliente como foco central.

Aos poucos, as companhias têm revelado um interesse crescente pela nuvem. Enquanto isso ocorre, gestores de TI descobrem que um único tamanho de nuvem nem sempre serve para todo mundo. Interesses também são diferentes. Enquanto algumas empresas avaliam questões como economia por meio da cloud pública, outras buscam mais segurança e customização em nuvens privadas. Também há os CIOs que recebem requisições para mesclar o melhor desses dois mundos.

A resposta da indústria de TI para essa questão é o conceito de nuvem híbrida. Muitos querem mesclar flexibilidade, agilidade, velocidade e custos de um modelo com o controle, a segurança e o desempenho do outro. A nuvem híbrida é um tipo de implementação para cloud computing no qual alguns recursos de TI são fornecidos como serviço por meio de uma nuvem privada interna e outros por meio de provedores terceirizados na nuvem pública. Esses recursos, como aplicativos, armazenamento e sistema de rede, são oferecidos sob demanda por meio de um catálogo de autoatendimento com pagamento baseado no uso.

De acordo com a IDC, 80% dos novos aplicativos criados na nuvem irão fazer uso da análise de dados, provocada pela convergência de aplicações móveis, transações de comércio eletrônico e por outros aplicativos da web. As empresas estão investindo em ferramentas de analytics para extrair insights dos dados monitorados em diferentes canais. Já a expectativa da IBM é que mais de 65% das empresas de TI utilizem as tecnologias de nuvem híbrida antes de 2016.

Quando falamos de negócios, mais uma vez é o cliente que nos mostra o “caminho das pedras”. Vamos avaliar como exemplo os bancos. Hoje, suas soluções vão desde uma simples conta poupança até consultorias especializadas, sem contar produtos como seguros, créditos, entre outros. O conceito é antigo: quanto maior o número de serviços/produtos contratados, maior será a fidelidade, ou menor será o risco de perda daquela carteira. A ideia é simples: para que buscar outros fornecedores se você tem tudo facilmente em um único local?

A adesão da nuvem híbrida tende a aumentar, uma vez que ela se adapta às necessidades do negócio e utiliza o melhor da cloud privada e pública - segurança, elasticidade e redução de custos. O caminho comum da adoção é dependente da maturidade tecnológica da empresa – geralmente, começa pela passagem da estrutura tradicional de TI para uma virtualização, depois para uma nuvem privada e, em seguida, com a extensão dos recursos, para a nuvem pública, formando a nuvem híbrida. No final do dia, a avaliação é que este é um processo natural e, que lá na ponta, visa a excelência da operação para conquista e retenção de clientes.

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