O Brasil “não é o Nirvana que todos falam”, diz Oscar Clarke, da HP
Líder da fabricante no País, Oscar Clarke fala sobre como tenta emplacar bons resultados em torno da transformação da HP, e afirma que o Brasil “não é o Nirvana” que todos falam.
Todos sabemos o quão complexo e delicado é o momento que a HP vive. Enquanto investe em linhas que trazem inovação novamente para dentro de casa, visando atender a demandas dos usuários finais e, principalmente, das corporações, a empresa trabalha para usar seu legado como diferencial competitivo para o presente e futuro. A tarefa da CEO Meg Whitman não é fácil, e da mesma forma também não o é para Oscar Clarke*, diretor-geral da HP do Brasil.
Tendo em vista os desafios e metas traçadas por Meg, a fabricante instalou no País o modelo de gestão colaborativo, onde todas as tomadas de decisões têm como meta ajudar a corporação como um todo, e não somente uma área em específico. Chamado de Brazil Leadership Team (BLT), a iniciativa coloca um representante de cada unidade de negócios da organização para acertar “de forma pan, e não somente cada um para seu umbigo”, esclarece, em tom descontraído, Clarke. “Às vezes, a decisão é melhor para um grupo que para o outro, mas esse cenário pode se inverter. No final, é em prol da HP.”
No final do dia, não é somente saber transformar as expectativas globais em torno da operação local em realidade, mas também saber manobrar a empresa em torno das condições do mercado local. Como ele explica, todas a massificação das expectativas em torno do retorno financeiro no País foram um tanto quanto exageradas, principalmente quando não são levantadas questões como a carga tributária ou o nível de maturidade para abraçar a tendências como computação em nuvem.
“Coisas estruturais hoje já são consideradas, como a legislação trabalhistas, por exemplo. O marco regulatório, a falta de investimento em mão de obra qualificada, o domínio do idioma inglês”, pontua ele mais alguns poréns sobre crescer no País. Não que a empresa não cresça, mas o mercado de TI como um todo poderia deslanchar se pontos como esses fossem trabalhados e resolvidos, comenta.
Para ele, todos os gestores de grandes corporações – de TI e não-TI – têm que compartilhar externamente a realidade brasileira, “que não é o Nirvana que todos falam”, para que as coisas caminhem duma forma gradual e assertiva, sem atropelar os próprios passos, alavancando positivamente os números e a capacidade de aceitar novos paradigmas tecnológicos em todo o território.
* Oscar Clarke será personagem do Eu Acredito da edição 365 da CRN Brasil, que circulará em outubro.
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