26/03/2015 | Fonte: IDGNOW

Mudanças na Internet permitirão capacidade "quase infinita" de conexões

Anatel amplia número de IPs para uma quantidade "infinitamente" maior. Solução é semelhante à adotada para aumentar o número de linhas telefônicas

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O crescimento exponencial de equipamentos conectados à internet levou a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) a adotar uma medida similar à feita em linhas telefônicas.

Assim como foi necessário acrescentar um dígito nos números de telefone para atender ao crescimento da demanda, os endereços de protocolo chamados IPv4 – número de identificação que permite a conexão dos equipamentos à internet – já estão dando lugar a uma nova versão com capacidade “quase infinitamente maior”: o IPv6. As informações são da Agência Brasil.

Segundo José Alexandre Bicalho, superintendente de Planejamento e Regulamentação da Anatel a quantidade "tão absurda de IPs possíveis" seria suficiente para colocar um endereço em cada grão de areia existente na Terra.

A solução para a ampliação dos IPs é semelhante à adotada para aumentar o número de linhas telefônicas, com o acréscimo de um dígito ao prefixo da linha. Só que, no caso da internet, são vários números a mais.

O superintendente explica que as mudanças vão passar praticamente imperceptíveis para os usuários, com apenas algumas atualizações de softwares. O que significa que não é necessário fazer nada. Inclusive, essa alteração já vem sendo feita, uma vez que o IPv4 já se esgotou e só funciona por meio de soluções paliativas.

Há pelo menos dois anos, novos equipamentos já são vendidos com a tecnologia atualizada. Além disso, novos usuários também acessam a rede com IPv6. De acordo com a Anatel, haverá um período de convivência entre os dois protocolos e ainda não está definido quando o IPv4 deixará de ser usado.

Em entrevista à Agência Brasil, Bicalho ressalta que a migração será completa. Porém, provavelmente o IPv4 permanecerá por vários anos convivendo simultaneamente. A expectativa é que a transição ocorra em um prazo de quatro anos, com possibilidade de ser estendido. As operadoras, inclusive, já solicitaram prazos maiores para localidades com menos usuários, principalmente no interior do país.

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