IoT será uma questão de vida ou morte para os profissionais de segurança
Gartner afirma que o avanço da Internet das Coisas fará a transição do mainframe para a plataforma baixa parecer brincadeira de criança
A Internet das Coisas (IoT) carrega um significado distinto para cada pessoa. Porém, para os profissionais de segurança, o conceito assumirá tons assustadores. "Será uma questão de vida ou morte", avalia Christian Byrnes, analista do Gartner, ao projetar o cenário além de 2020.
Já vivemos na eminência de um mundo onde tudo será interconectado. Para o especialista, esse simples fato indica que os perigos da IoT não devem ser subestimados.
Na sua visão, uma coisa é um hacker invadir e derrubar sistemas ou roubar dados. Mas, o que acontece quando o alvo é um aparelho médico que mantém um paciente respirando? São infinitas as possibilidades de criarmos aqui cenários apocalípticos.
“E em muitas indústrias, a vida humana vai estar posta em risco”, projeta Byrnes. “Imagine que a sua empresa poderá matar uma pessoa por conta de proteção fraca”, adiciona. Qual é o papel do profissional de segurança nesses casos?
A abordagem daqui para frente será totalmente diferente do que vimos até agora. A partir do momento que todo equipamento ganha inteligência e passa a conversar com o ambiente, a segurança física precisará se unir à digital, que atualmente (e na maioria dos casos) encontra-se sob a responsabilidade dos departamentos de TI.
O especialista afirma que isso trará uma carga extra sobre os ombros dos profissionais encarregados pelas medidas de proteção. Ele reforça que já chegou o momento desses profissionais começarem a se preparar para esse contexto.
Byrnes afirma que mudança que se desenha configura-se no maior desafio já enfrentado pelo departamento de TI. “Faz a transição do mainframe para a plataforma baixa parecer brincadeira de criança”, compara. “A estratégia é detectar, isolar e responder”, cita.
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