22/05/2017 | Olhar Digital

Inteligência artificial pode acelerar crescimento do Brasil

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A inteligência artificial (AI, na sigla em inglês) tem potencial para adicionar até 1 ponto percentual nas taxas de crescimento econômico anual das principais economias da América do Sul, em 2035, além de transformar o mercado de trabalho e criar uma nova relação entre homem e máquina. É o que aponta o estudo “Como a Inteligência Artificial pode acelerar o crescimento da América do Sul”, da Accenture Research.

Armen Ovanessoff, diretor-executivo da Accenture Research para a América Latina, explica que o modelo tradicional de expansão econômica vem sofrendo um forte declínio. “A partir disso, algumas soluções aliadas à AI , como robótica e big data, poderiam ser a solução para o atual cenário em que a produção de capital e a mão de obra já não geram taxas de crescimento consistentes”, analisa.

A pesquisa conclui que, quando tratada pelas empresas como um fator de produção, a AI proporciona aceleração ao crescimento de três maneiras distintas: por meio da automação inteligente (criação de uma força de trabalho virtual), da aceleração das inovações na economia e da intensificação das competências na força de trabalho.

De acordo com o levantamento da consultoria, no Brasil, a AI também poderia impulsionar o Valor Agregado Bruto (VAB) da economia local em US$ 432 bilhões. Desse total, US$ 192 bilhões seriam constituídos pelo aumento da capacidade de mão de obra e do capital, US$ 166 bilhões pela automação inteligente e os US$ 74 bilhões restantes pela difusão da inovação.

Para entender o possível impacto da AI na América do Sul, o estudo analisou cinco economias sul-americanas, além de países desenvolvidos e em desenvolvimento fora da região, e em alguns países este fenômeno já é bastante visível. No segmento de mineração do Chile e Peru, por exemplo, as empresas já utilizam equipamentos autônomos em suas minas, onde recrutadores empregam algoritmos de emotion analytics. O mesmo exemplo também se aplica às áreas financeira e de varejo, nas quais clientes de bancos, companhias aéreas e comércio de toda a região já utilizam chatbots.

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