Falhas técnicas podem ter causado prejuízo de mais de R$ 18 milhões durante Black Friday
Estudo da Sofist analisou quanto tempo sites ficaram fora do ar e o prejuízo financeiro que isso pode ter causado
Nas 12 primeiras horas do Black Friday (das 22h do dia 28 até às 10h do dia 29 de novembro), estima-se que as lojas virtuais tenham perdido, no mínimo, RS$ 18,2 milhões em vendas que não foram efetuadas. A conclusão é de um estudo publicado pela Sofist, empresa de consultoria e performance de e-commerce.
Para o estudo, a empresa monitorou o tempo médio de carregamento das páginas de 104 e-commerces brasileiros, além de analisar também quais sites tiveram estrutura para continuar online, mesmo com volume de tráfego elevado.
O estudo analisou quanto tempo os sites ficaram fora do ar e o prejuízo financeiro que isso pode ter causado. “Os consumidores possuem uma vida útil nas primeiras horas de Black Friday, vão se preocupar em realizar suas compras até 1h, no máximo 2h da manhã. Após isso, os acessos diminuem e o comportamento dos sites se estabiliza, voltando a apresentar problemas por volta das 9h da manhã de sexta-feira", explicou Bruno Abreu, CEO da Sofist.
- As primeiras 12 horas:
De acordo com o estudo, o tempo médio de carregamento das páginas dos e-commerces monitorados foi de 5,1 segundos, o que pode sugerir que, em média, este foi o tempo que as lojas levaram para disponibilizar todo seu conteúdo para o consumidor.
Na análise, um dos exemplos citados foi o de uma loja de materiais de construção - 13,8 segundos - 170% acima da média geral. "5,1 segundos já é uma média geral alta, se comparado ao que o mercado tem como benchmark, que é de 2 segundos. Estar 170% acima de uma média que já é inadequada representa um grande risco", alertou Abreu.
Outro dado identificado pelo estudo foi que durante as 12 primeiras horas, 42 lojas digitais ficaram completamente fora do ar, o que significa nenhuma venda. O estudo estima ainda que ficar indisponível durante o Black Friday pode resultar em um prejuízo de até RS$ 1,2 milhão por hora.
"5,1 segundos já é uma média geral alta, se comparado ao que o mercado tem como benchmark, que é de 2 segundos. Estar 170% acima de uma média que já é inadequada representa um grande risco", explica Abreu.
Outro dado identificado pelo estudo foi que durante as 12 primeiras horas, 42 lojas digitais ficaram completamente fora do ar, o que significa nenhuma venda. O estudo estima ainda que ficar indisponível durante o Black Friday pode resultar em um prejuízo de até RS$ 1,2 milhões por hora.
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