Empresas preveem revolução IP nos próximos anos
Executivos acreditam que adoção da tecnologia apenas por corte de custo seja visão restrita.
Superadas as barreiras tecnológicas, executivos acreditam que, nos próximos cinco ou dez anos, haverá um movimento revolucionário na adoção de protocolo de internet (IP). Para o presidente da Alog, Sidneu Breyer, o conceito estará em todos os lugares e integrado à sociedade. O assunto foi tema de abertura do Business Over IP, evento que acontece, na terça-feira (f11/08), em São Paulo (SP).
Para o diretor-comercial da Embratel, Fausto Mello, as operadoras de telefonia estão atingindo maturidade que permitirão avanços da tecnologia. "Estamos investindo em rede para preparar para IP. Dá ganho de produtividade e melhora colaboração. Teremos grandes avanços", afirma.
Mello acredita, entretanto, que uma das barreiras nesse caminho é fazer com que os clientes tenham melhor entendimento sobre o uso da tecnologia. Ele citou a própria Embratel como exemplo. "Deixamos de viajar duas ou três vezes por semana (para reuniões) e fazemos tudo via IP. A comunicação unificada reduz custo e a crise abriu portas."
Embora a redução de custo seja realmente um grande chamariz, o presidente da Philips Business Communication, José Fuentes Mollinero Jr., acredita que olhar apenas para este ponto torna a avaliação da tecnologia muito restrita. "O foco é integração. Trazer fornecedores, clientes, colaboradores, tudo em rede. Será um novo momento. Provedores serão agentes de mudança junto com as verticais", acredita, dizendo que as aplicações causarão grande impacto neste segmento.
Mollinero Jr. afirmou que os negócios da empresa com IP já cresceram cerca de 30% neste ano em relação ao mesmo período do ano passado e diz que, em grande parte, a procura é por conta da redução de custo. "A discussão deveria ser: isso beneficia seu negócio?", pondera.
Para Carlos Brito, presidente da Nortel Brasil, a próxima geração de tecnologia IP passa por diversos conceitos, sendo o principal a hiperconectividade. "Todos terão endereço IP e estarão conectados", afirma. O executivo deu exemplo de uso da tecnologia até em animais domésticos, como um chip na coleira do cachorro que permite a localização via GPS em caso de perda.
Mas, para que todas essas possibilidades realmente aconteçam, como frisou o presidente do UOL, Gil Torquato, "é preciso que as empresas aprendam a explorar as possibilidades que o protocolo IP traz. Apenas 20% das companhias no Brasil têm endereço IP. O mercado está aí, se der oportunidades as companhias entram", conclui.
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