15/06/2016 | Fonte: Computer World.

Empresas ainda não enxergam IoT como fonte de novas receitas, afirma Cisco

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A Internet das Coisas surge com a promessa de ganhos gigantescos. Afinal, o céu é o limite! As empresas, porém, parecem não enxergar a totalidade das oportunidades que surgem em um mundo de equipamentos conectados.

Amri Oliveira, responsável pelas estratégias de IoT na Cisco para a América Latina, observa que as companhias ainda não identificaram maneiras de explorar o contexto hiperconectividade como uma fonte extra de receita.

Na visão do executivo, o que faz da conexão entre dispositivos algo realmente valioso é a correlação de dados que ajuda a construir novos produtos e aproveitar nichos ainda não explorados por meio de negócios paralelos.

Oliveira cita que muitos projetos atuais envolvendo Internet das Coisas baseiam-se na busca de ganhos operacionais e redução de custo. Reverter isso a uma abordagem de ampliação de resultados é menos uma questão tecnológica e mais de habilidade de “modelar negócios”.

Ele afirma que essas novas fontes de receita têm podem ser capturadas a partir da criação de plataformas de integração de dados e aplicação de softwares analíticos. “O que vai acontecer é que, com o processo de digitalização, as empresas verão isso é um grande negócio”, acredita.

Ele cita o exemplo da Under Armour. Segundo o executivo, a companhia de material esportivo criou parcerias com fabricantes de wearables e conectou dados coletados de usuários para entregar informações e criar novas linhas de produtos.

- Evolução natural:

Não há motivos para pânico (ainda). O contexto pode ser encarado como parte de uma evolução de modelos de atuação. Se em uma primeira fase a IoT tende a primar pela busca de conectividade entre dispositivos, o próximo passo é adição de soluções de analytics.

Com o uso dessas tecnologias de análise, as empresas poderão cruzar dados em seus sistemas e correlacionar informações com registros de outras áreas e, a partir disso, entregar inteligência por meio de novos negócios.

“O que vamos observar agora é essa transição de coisas conectadas para um uso melhor dessas conexões. As companhias devem expandir seus modelos de atuação”, projeta Oliveira.

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