09/02/2017 | Fonte: RFID

Drone reduz tempo de inventário de dias para minutos

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Desde sua criação há quatro anos, para solucionar problemas de negócios e automatizar os processos de concessionárias de carros, a fornecedora canadense de sistemas de tecnologia FoxTrac já vinha desenvolvendo soluções com tags RFID passivas UHF para rastreamento de veículos durante serviços de garantia, manutenção ou reparos nas oficinas autorizadas. No entanto, a empresa se deparou com uma necessidade ainda maior das empresas do setor: encontrar um carro específico num pátio onde milhares estão estacionados – especialmente no inverno, quando ficam praticamente invisíveis sob uma grossa camada de neve.

Na busca por uma solução que resolvesse o desafio das concessionárias de veículos e que ainda permitisse realizar inventários de modo mais eficiente e constante, Marco Lisi, CEO da FoxTrac, encontrou a brasileira SmartX Technology, que desenvolve e implanta sistemas de identificação por radiofrequência (RFID) e de Internet das Coisas (ou IoT, do inglês, Internet of Things), com foco nos resultados para os negócios dos clientes e no Retorno sobre o Investimento (ROI).

Lisi, membro de uma família que possui duas concessionárias da BMW em Montreal, no Canadá, afirma que um dos principais gargalos das empresas do setor está justamente no controle de milhões de dólares em inventário e que não podem ser conferidos com a frequência desejada.

"Levamos um dia e meio para verificar os veículos estacionados em um dos pátios, mesmo com cinco funcionários realizando a contagem e leitura dos números de série pelo modo tradicional, ou seja, à mão, um por um", diz Lisi, comemorando que com o drone e os beacons BLE (Bluetooth Low Energy), da SmartX, a mesma tarefa foi concluída em 10 minutos.

"Normalmente, as revendas só fazem inventário uma vez por ano, porque o processo manual leva muito tempo, além de ser dispendioso", afirma o empresário. Segundo Lisi, a maneira de se controlar o estoque no passado exigia ir a cada carro para anotar o número de série à mão. "Com as tags passivas de RFID ficaria mais fácil, exceto quando a neve cobre os veículos, o que impede a leitura das etiquetas pelos leitores de identificação por radiofrequência UHF", explica.

Foto: À esquerda, em um belo dia de sol, o drone faz a leitura dos beacons para completar o inventário dos carros em estoque; à direita, a realização da contagem ou da localização manualmente fica impossibilitada, devido à neve, mas se viabiliza pelos mesmos drones e beacons

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