Diretor da Sun no Brasil comenta aquisição pela Oracle
Diretor de tecnologia da fabricante, Boris Kuszka, acredita que fusão fortalece empresa para competir com HP e IBM
O movimento ainda é recente e seus impactos difíceis de prever. Mesmo assim, Boris Kuszka - diretor de tecnologia da Sun Microsystems - avalia que a compra pela Oracle mudará muito pouco a rotina da companhia, pelo menos no curto prazo. "É prematuro falar como ficará cada linha de produto, mas digo que eles não conflitam entre si", analisa o executivo, lembrando que a aquisição ainda precisa ser aprovada por órgãos regulatórios até ser concluída.
Kuszka atenta para o fato de que Sun e Oracle vêm trabalhando de forma conjunta há bastante tempo e são empresas com portfólios bastante complementares. "Desde o início, as parceiras atuam muito próximas", comenta o diretor, apontando sinergias históricas. "Seremos uma empresa enorme capaz de concorrer de igual para igual com HP e IBM", projeta.
De acordo com o executivo, após ficarem sabendo da aquisição, a maioria dos clientes contatados não expressou feedback negativo sobre a venda. "Durante os rumores anteriores (de que Sun seria comprada pela IBM) era pior", compara. A tendência revelada pelo diretor é que, por enquanto, as operações sigam de forma independente. Ainda não há orientação se a marca prevalecerá após a fusão. De toda forma, o executivo acredita que é muito difícil uma empresa do tamanho da Sun sumir dentro do enorme portfólio da Oracle.
- Apelo verde
O executivo comentou a aquisição após a apresentação de nova plataforma com apelo "verde" a clientes, em São Paulo (SP). Na ocasião, a Sun Microsystems demonstrou a ampliação do sistema Solaris, que visa a melhorar o desempenho, aumentar a eficiência energética e a confiabilidade da nova série do processador Intel Xeon 5500.
Segundo Kuszka, evolução da plataforma Solaris aprimora as capacidades de gerenciamento de energia por meio do ajuste sob demanda da potência do processador em resposta à utilização do sistema. Um recurso monitora e otimiza automaticamente o sistema para maximizar seu desempenho. Segundo o diretor, a solução pode conferir economia de 79% no consumo energético de data centers a partir da sinergia entre processador e software.
O foco da solução está nas 500 maiores empresas brasileiras. Segundo o executivo, a cota comercial para negócios com o sistema ultrapassa US$ 100 milhões, em 2009, no mercado nacional. O movimento integra a estratégia batizada de Open Network Systems que prevê a junção de padrões abertos, redes, armazenamento e software. A plataforma Solaris emerge como camada de gerenciamento das plataformas.
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