11/05/2016 | Fonte: Computer World.

Como sair da eterna crise da competição por preço na área de tecnologia

imagem notícia

Que saudade dos bons tempos de fartura, em que vivíamos um período de excesso de confiança, acreditando realmente que éramos ricos e nossos problemas tinham acabado.

Simplesmente comprávamos sem pensar muito e, se o negócio não fosse satisfatório, sem problemas. Ganharíamos mais dinheiro e compraríamos melhor da próxima vez.

Essa falsa sensação de riqueza, porém, nãos nos pertence mais. O sonho virou pesadelo com a crise e, como sabemos, vender está difícil. Com todos avessos ao risco, agora só compramos quando o bem ou serviço se faz extremamente necessário. E ainda buscamos o menor dos preços, por consideramos este fator a forma mais tangível de mensurar o risco.

Por isso, a maioria das empresas brasileiras está postergando investimentos em TI e, quando não dá mais para adiar, o custo tornou-se fator preponderante no processo de decisão.

Aos saudosistas, um recado: a fartura não voltará mais! E não é por culpa da crise brasileira. Este é um movimento global criado por causa do surgimento do Superconsumidor. No mundo corporativo ou doméstico, este novo perfil de consumidor está abalando as estruturas das áreas de vendas e marketing, em especial no setor de tecnologia da informação corporativo.

Globalmente informado, o comprador sabe tanto ou até mais que o fornecedor sobre as soluções a ele apresentadas. Com Linkedin e Facebook disponíveis, ele divulga, questiona e promove ou denigre empresas, produtos e serviços. Ao “googlar” em busca de soluções para seus problemas, vê-se perdido em meio a um tsunami de informações, e, por isso, não tem clareza sobre os benefícios, vantagens e diferenciais de cada fornecedor.

Isso tudo gera medo no comprador. E, consequentemente, uma grande aversão ao risco. Enfim, se não há como diferenciar as soluções e se ele quer minimizar o risco, volta-se à decisão por preço.

Esse movimento global desembarcou no Brasil sem avisar (#SQN), em meio às crises política e econômica. E, mais uma vez: não tem volta. Mesmo quando as crises acabarem.

Então, o que fazer? Como sair da famigerada disputa por preço? Ora, se o consumidor ganhou o título de super, a solução é fazer um upgrade no vendedor.

Não custa lembrar que as primeiras metodologias de vendas se limitavam a ensinar como fazer uma boa abordagem e municiá-lo com um sem número de técnicas de fechamento. Ou seja, o vendedor conseguia iniciar um relacionamento com seu comprador e utilizava blockeds padrões para concluir a venda o mais rápido possível.

Até hoje a maioria dos livros e cursos da área foca nestas duas fases do processo: abertura e fechamento. Por isso, a má-fama de vendedor bom de papo e "xavequeiro" perdura até hoje.

Esse tipo de abordagem, conhecida por Vendas 1.0, até funciona para produtos de baixo valor e processos transacionais, em que o cliente compra tão somente para se livrar do vendedor e o risco de realizar um mau negócio (e de outras pessoas perceberem o fracasso na compra) é baixo.

Após a década de 1970, surgiram as metodologias de vendas consultivas que atribuem o sucesso do processo comercial nas fases de investigação e apresentação de capacidades.

Já depois dos anos 1980 grandes corporações do setor tecnológico utilizaram essas técnicas. A mais popular é a Solution Selling. Em seguida, surgiram outras, como a SPIN Selling.

A base destes métodos é o diagnóstico de dores dos clientes e a mensuração do “custo de não fazer nada”. Com isso, o Vendedor 2.0, ou “consultor de vendas”, seria capaz de apresentar a melhor solução para seus clientes, bem como provar que o custo de resolver o problema é menor que o de "ficar como está".

Atualmente, utilizar estas técnicas ajuda, mas ainda não resolve. O mundo do Superconsumidor exige que o Vendedor 3.0 vá além do trabalho puramente consultivo na busca de soluções para seus clientes.

A grande mudança é que este profissional precisa ser uma fonte de vantagem competitiva para seus compradores. Ele é um estrategista que constrói, juntamente com o cliente, as estratégias e os diferenciais competitivos de ambas empresas.

Ou seja, de parceiro ele passa a ser um cocriador de modelos de negócios. Simultaneamente, os clientes retribuem a gentileza cocriando os produtos e serviços do fornecedor, alinhados com a visão estratégia dos envolvidos.

Esse é o “segredo" do sucesso comercial para destruir a competição por preço. Fácil? Certamente não. Esse tipo de abordagem demanda capacitação contínua dos profissionais de vendas, bem como um alinhamento dos times de vendas com marketing, produtos e serviços.

Não espere que um evento meramente motivacional, que coloque seus vendedores para “andar em brasa”, vá resolver o problema da competição predatória por preço. Talvez a brasa apenas dê um pouco de calor para equipe 1.0. Mas, para encarar a nova realidade de mercado, é preciso ensiná-los a compreender modelos de negócios, identificar oportunidades estratégicas e conhecer muito bem as perspectivas de futuro do mercado do seu cliente. Ou seja, transformá-los em Vendedores 3.0.

Últimas Notícias

Falha Meltdown obrigou a Intel a refazer projeto de novos processadores

Hacker explora falha no Safari para invadir a Touch Bar do MacBook

Serviços na nuvem crescem 51.7% em 2017 no Brasil

Trend Micro divulga as ameaças digitais que mais atingiram o Brasil em 2017

Uber suspende teste com carros autônomos após acidente com vítima fatal

Uma mulher morreu após atropelamento. Companhia disse que coopera com autor...

Google removeu 3,2 bilhões de anúncios mal-intencionados em 2017

Celular carregando pode conduzir descarga elétrica em tempestades; veja cuidados para evitar acidentes

Mais de 40 celulares Android saem 'infectados de fábrica', diz empresa

zaite
Nós usamos cookies e outras tecnologias semelhantes para melhorar a sua experiência em nosso site.
Ao utilizar nosso site e suas ferramentas, você concorda com a nossa Política de Privacidade.

HGCode - Política de Privacidade

Esta política estabelece como ocorre o tratamento dos dados pessoais dos visitantes dos sites dos projetos gerenciados pela HGCode.

As informações coletadas de usuários ao preencher formulários inclusos neste site serão utilizadas apenas para fins de comunicação de nossas ações.

O presente site utiliza a tecnologia de cookies, através dos quais não é possível identificar diretamente o usuário. Entretanto, a partir deles é possível saber informações mais generalizadas, como geolocalização, navegador utilizado e se o acesso é por desktop ou mobile, além de identificar outras informações sobre hábitos de navegação.

O usuário tem direito a obter, em relação aos dados tratados pelo nosso site, a qualquer momento, a confirmação do armazenamento desses dados.

O consentimento do usuário titular dos dados será fornecido através do próprio site e seus formulários preenchidos.

De acordo com os termos estabelecidos nesta política, a HGCode não divulgará dados pessoais.

Com o objetivo de garantir maior proteção das informações pessoais que estão no banco de dados, a HGCode implementa medidas contra ameaças físicas e técnicas, a fim de proteger todas as informações pessoais para evitar uso e divulgação não autorizados.

fechar