23/11/2015 | Fonte: Computer World.

Como empreender na era da Internet das Coisas

Com o mercado em alta, surgem oportunidades e dúvidas do empreendedor tecnológico. Como fazer parte deste movimento com uma boa ideia?

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O assunto Internet das Coisas gera uma enorme movimentação em todas as áreas ligadas à Tecnologia da Informação. É cada vez mais comum ver empresas desenvolvendo e, sobretudo, apostando pesado em aparelhos conectados na internet. O reflexo desta onda abundante é bem promissor porque o mercado global de internet das coisas tem a previsão de triplicar para US$ 1,7 trilhão até 2020, conforme aponta uma recente pesquisa da IDC (Internacional Data Corp.).

Este movimento torna muito relevante o papel de TI, pois utiliza toda a infraestrutura como base para a conectividade, comunicação e armazenamento das informações e dados gerados entre os dispositivos. Hoje, praticamente, todos os dispositivos imagináveis podem ou possuem algum meio de se conectar à rede IP, gerando assim grandes benefícios em nosso dia-a-dia.

Com o mercado em alta, surgem as oportunidades, mas ao mesmo tempo, aparecem as dúvidas do empreendedor tecnológico. Como fazer parte deste movimento com uma boa ideia? A realidade é que, de fato, a Internet das Coisas já está presente em nossas vidas e se fará muito mais presente à medida que a fabricação de produtos que se conectam uns aos outros cresça.

Ou seja, é preciso trilhar um caminho menos utópico e mais realista, com foco sempre na proposta do IoT. O conceito de Smartgrid é a escolha perfeita uma vez que personifica bem esta realidade, já que trata-se resumidamente da gestão de toda infraestrutura de distribuição de energia elétrica das concessionárias até chegar em nossas residências, comércios e corporações. Tudo isso conectadas ao mundo IP. Em linhas gerais, impacta em nosso cotidiano.

Sabemos que parte disso já é aplicado para as áreas administrativas e banco de dados dos clientes e assinantes através de sistemas de tarifação, controles, manutenção, dentre outros sistemas. Isso somente é possível após as informações serem coletadas manualmente em cada ponto (medidor de energia em casa residência, por exemplo) ou de forma semi-automatizada em subestações ou centrais de distribuição de energia.

Agora estamos falando sobre como aquele “relógio” medidor de energia que fica na entrada de sua casa ou comércio será transformado e, principalmente, conectado ao mundo de redes IP (Internet Protocol). Os tais medidores, denominados de medidores inteligentes, geram uma grande quantidade de informações e não apenas o valor de consumo gasto pela residência. São informações estas que são de grande importância às concessionárias de energia, como média de consumo, horário de pico do consumo de cada residência, alarmes sobre tentativas de fraudes, dentre outros dados que podem gerar relatórios de planejamento, dimensionamento e otimização da rede elétrica.

Outro benefício a ser levado em consideração é relacionado ao custo operacional, no qual o corte/religação e leitura de consumo para cobrança pode ser realizada online, reduzindo, dessa forma, o tempo para detectar uma falha da rede elétrica de um bairro ou região de maneira mais assertiva.

Atualmente, uma concessionária de energia desloca uma equipe com todos os equipamentos, ferramentas e veículos para realizar um desligamento de uma residência inadimplente. Imaginem realizar isso através de um simples “click” por um operador de uma central de gerência? Temos uma redução no tempo da operação, redução de equipe de campo local e ainda a redução dos riscos de integridade física dos técnicos de campo.

Quanto tempo seria reduzido para que uma pessoa percorra de residência em residência para realizar a leitura de consumo em cada medidor? Isso pode ser realizada online e praticamente em tempo real. Sabemos que hoje existe um enorme legado de medidores convencionais, que ainda estarão ativos por muitos anos, mas podemos comparar essa migração como o da TV de tubo para a TV LED.

É importante ressaltar que o espirito inovador do IoT não se restringe apenas à tecnologia em si, mas também ao modo como o empreendedor conduz o seu negócios. Logo, pensar fora da caixinha, conhecer os riscos do próprio negócio, sair da informalidade com responsabilidade e visão, avaliando o momento certo de inserir-se na economia nacional e internacional, sempre com foco na expansão do mercado da “Internet das Coisas”, são itens que fazem toda a diferença na hora de garantir um lugar ao Sol.

*Fabio Miyasaki é analista de soluções da Divisão de Plataformas da Sonda IT.

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