Como a automação facilita gestão de comércios
A crise econômica reduziu as vendas e o faturamento de comércios dos mais variados segmentos. Mas em um cenário de incertezas, segundo especialistas, se destaca quem investe na gestão do negócio e do relacionamento com o cliente.
Alguns ajustes gerenciais e mudanças comportamentais podem evitar que o comércio feche as portas em anos difíceis. É o caso da automação de alguns processos. E é quase consenso entre empreendedores: para se ter sucesso, é preciso investir em tecnologia.
Para um comércio como um mercado, por exemplo, por menor porte que ele seja, é necessário ter uma caixa registradora. “Anotar em um caderninho as entradas e saídas de dinheiro não é seguro. Nobreak, terminal de consulta, SAT Fiscal e softwares de controle de estoque são fundamentais para o sucesso e para o crescimento desse tipo de negócio”, diz Joannes Righetto, diretor da ZIP Automação, e-commerce brasileiro do segmento de automação comercial.
Existem ainda equipamentos que facilitam a gestão dos funcionários, como o relógio de ponto eletrônico. “No fim, quem ganha é o empreendedor, que faz mais rapidamente o controle de seus colaboradores e os pagamentos e fechamento no fim do mês”, diz Righetto.
Hoje, também não apenas ter tino comercial. As decisões de gestão não podem ser baseadas em intuições. É preciso ter noções de técnicas gerenciais, trabalhar no relacionamento com fornecedores, não ignorar as mudanças do mercado e conhecer o novo perfil do consumidor.
Diversas tecnologias podem ajudar o empreendedor com essas tarefas. Inserir a empresa nas redes sociais é uma forma de começar a entender e desenvolver um relacionamento com o consumidor da nova geração.
Existem ainda plataformas para entrar em contato com fornecedores, fechar negócios e manter o estoque sempre abastecido. É o caso da Luckro, uma rede social exclusiva para varejistas, vendedores e marcas.
O varejista precisa ainda acompanhar as entidades representativas do setor, como associações comerciais e federações. Assim, ele se mantém atualizado sobre o cenário econômico, consegue avaliar imparcialmente os riscos e tomar suas decisões com mais segurança.
A modernização da loja ou do espaço físico também impactam diretamente o financeiro. “Mais uma vez, a automação de processos merece destaque”, analisa Righetto. Para ele, um ambiente limpo, organizado, iluminado e com maquinários de ponta chamam a atenção do consumidor e podem impactar, sim, na decisão de compra dele.
Automatizar, porém, não significa reformar, abrir filiais ou abastecer o estoque sem necessidade. Antes de tomar qualquer decisão é preciso avaliar o cenário econômico e o capital da empresa. Alguns investimentos podem ser postergados e o empreendedor precisa saber definir suas prioridades sem perder o foco.
Outros pontos que influenciam no sucesso – ou no fracasso – comercial
Ao mesmo tempo em que a automação colabora para o sucesso de um ponto comercial, muitos empreendedores cometem erros na gestão da equipe. Não valorizar o funcionário, por exemplo, é um deles.
Não aplicar o correto treinamento pode impactar diretamente na forma como o funcionário trata o cliente, aumentando o índice de reclamações e menções negativas à empresa nas redes sociais. Pagar salários baixos pode aumentar a rotatividade, fazendo com que você gaste mais com treinamentos, o que pode impactar em todas as outras áreas da empresa.
Vale lembrar sempre: um talento não valorizado pode ir trabalhar para a concorrência.
Outro erro é misturar o caixa da loja com o dinheiro pessoal. Isso acontece, principalmente em empreendimentos menores. Daí a necessidade de ter um contador tomando conta do faturamento da empresa.
Ver o marketing como despesa também é um problema grave na administração de comércios. O departamento de marketing é responsável pela imagem da empresa para o mundo. Trata-se de um investimento e não de um gasto. Por isso, ele não pode ser cortado em situações de crise. Afinal, na crise, quem se destaca é quem investe em marketing.
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