Brasil terá centro de defesa contra ataques cibernéticos
Ataques patrocinados por governos, principalmente aqueles que miram infraestrutura, são cada vez mais comuns
O mundo já sofre com essa ameaça e também já vimos siderúrgicas e sistemas de transporte sendo completamente desativados por meio do cibercrime. Por isso, o Brasil não pode se esconder: um dos líderes políticos da América do Sul e, anteriormente, do mundo, é um alvo fácil para ataques patrocinados.
A Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) anunciou que está investindo R$ 10 milhões em um centro contra ataques cibernéticos. O trabalho é realizado ao lado do ComDCiber, do Exército Brasileiro, para escolher um local que torne a operação mais viável.
“O Brasil possui um grande déficit de segurança cibernética e muitas empresas já passaram por problemas devido a essa falta de investimento no setor”, afirma a ABDI. “Convidaremos o Comando de Defesa Cibernética do Exército Brasileiro para nos orientar nas ações e outros órgãos como a ABIN, também. O que vimos em Israel nos leva a um sentimento de urgência maior e atuaremos para apoiar o governo neste avanço”, comenta o presidente da Agência, Guto Ferreira.
A ABDI buscou a expertise de Israel para desenvolver o centro. “O país escolhido para receber a missão de combate a ataques cibernéticos foi muito bem pensado pelos membros da ABDI. Israel é uma nação bastante desenvolvida nos quesitos defesa, segurança, tecnologia e desenvolvimento, por estar envolvido em diversos conflitos sociopolíticos. Por meio desse intercâmbio, a viabilização de um centro de defesa cibernética no Brasil é uma revolução para o país”, diz a Agência.
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