Brasil e Angola podem ter fibra ótica compartilhada
Apesar de formada uma parceria com a Oi, outras empresas poderão participar.
Em reunião realizada na terça-feira (25/01) entre representantes do governo angolano e da operadora Oi com o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, debateu a possibilidade da construção de um cabo de fibra ótica submarino para a transmissão de dados entre os dois países.
Segundo o vice-ministro das Telecomunicações de Angola, Aristides Safeca, o projeto, que deve custar entre US$ 150 milhões e US$ 200 milhões, é estudado pela empresa Angola Cable, que tem participação da estatal Angola Telecom, em parceira com a Oi. Mas outras empresas também poderão participar do projeto.
“Para que um projeto dessa natureza siga em frente, é preciso que existam empresas âncoras que liderem. Isso não significa que não possam participar outras empresas”, afirmou Safeca, ao sair da reunião. A expectativa é que até o fim do primeiro semestre as empresas concluam os estudos sobre a dimensão e a viabilidade da iniciativa.
A proposta inicial é que a construção do cabo seja financiada por empresas privadas, mas um financiamento público não está descartado. “Se o estudo demonstrar que o projeto é auto-sustentável, não há necessidade de ter financiamento público. Se chegarmos à decisão de que precisa de um incentivo institucional, podemos estudar mecanismos”, disse o vice-ministro.
Safeca destacou a importância cultural do projeto, pois existe uma grande demanda de tráfego de dados e voz entre os dois países. “É uma contribuição social que ambos os países fazem às suas populações”.
Segundo o Ministério das Comunicações, Paulo Bernardo disse que o governo brasileiro dará todo o apoio possível para que o projeto seja concretizado.
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