Ano começa com otimismo e dólar cai
A resposta que o Federal Reserve dará às recentes evidências de que o pior da crise foi deixado para trás será uma das principais influências para a formação das expectativas dos agentes e, consequentemente, para a movimentação das posições financeiras ao longo de 2010. E, neste sentido, o ano começa movimentado, com os preços dos ativos financeiros sujeitos à volatilidade. Até por conta da liquidez nos mercados mundiais, que ainda deve permanecer reduzida nessa primeira semana do ano.
A semana começou com o otimismo em meio ao forte dado de manufatura da China. As cotações das commoditiies sobem, desfavorecendo as aplicações em dólar, que recua frente a seus principais concorrentes. No fim da manhã, a moeda norte-americana cedia 0,86%, vendida a R$ 1,728. Já os principais índices acionários acumulam ganhos.
No último mês, o setor manufatureiro da China apresentou a maior expansão desde abril de 2004, aos 56,1 pontos. O avanço reforça as projeções otimistas de que o Produto Interno Bruto (PIB) chinês cresceu mais de 10% no último trimestre.
Em Nova York, os principais índices norte-americanos iniciaram a primeira sessão de 2010 com ganhos. Os investidores reagem ao avanço do ISM Index em dezembro.
Em meio à promessa do ano, que ainda é de otimismo, o presidente do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), reiterou sua confiança de que o BC norte-americano conseguirá retirar seu auxílio extraordinário à economia quando for o momento. Ainda hoje, o presidente do Fed de Atlanta, Dennis Lockhart, discursa, mas a maior expectativa é na quarta-feira pela Ata do Fed. Este relatório se referirá ao último encontro de política monetária de 2009 quando o juro foi preservado perto de zero, mas o comunicado reconheceu os sinais recentes de que a economia está ganhando força.
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