A Falsificação de Medicamentos & Diretiva 2011/62/UE de Medicamentos Falsos
A luta contra os medicamentos falsos se intensifica com uso de tecnologia para a prevenção do tráfico de "medicamentos falsos"
O fenômeno de falsificação de medicamentos alcançou níveis alarmantes na União Européia. Medicamentos falsos chegam a pacientes não somente através da distribuição ilegal de medicamentos, mas também pela distribuição legal. Ambos métodos constituem uma séria ameaça a saúde pública.
O problema dos medicamentos falsos existe tanto em países desenvolvidos como nos em desenvolvimento. Mais de 30% dos medicamentos nos países em desenvolvimento são falsos. Impulsionados pela fácil venda de medicamentos pela internet, rotas de abastecimento global e punições mínimas, a prescrição de medicamentos falsos tornou-se um grande problema no setor de saúde. Esta perigosa indústria gira 75 bilhões de dóllares por ano no mundo. A Organização Mundial de Saúde estima que entre 1% e 10% dos medicamentos vendidos em todo o mundo são falsificados. Este número pode ser mais alto que 50% em alguns países.
Como exemplo, de acordo com a Organização Mundial de Saúde, 200.000 pessoas morrem de malária ao ano por causas de medicamentos ineficazes, falsificados e abaixo do padrão pois não conseguem libertar o sistema do paciente contra o parasita. Estes comprimidos contém muitas vezes pequenas quantidades do princípio ativo, suficiente para diminuir alugns sintomas mas não para curar a doença. A solução parcial da doença agrava os problemas de saúde contribuindo para o desenvolvimento de cepas resistentes de malária. Décadas de luta contra a malária poderia ser colocada em risco devido aos falsos medicamentos no mercado.
Os criminosos tráficos de "remédios falsos" podem lucrar dez vezes mais do que o tráfico de drogas ilícitas.
A cada 1000 dóllares investidos, um criminoso pode obter em retorno:
• 20.000 dóllares através do tráfico de drogas ilegais
• 43.000 dóllares de negócio relacionado com cigarros
• 500.000 dóllares de negócio relacionado com medicamentos falso
Terceiros podem ser impactados e serem responsáveis por participarem ou facilitarem a venda de medicamentos falsos.
Em 2011, o Google estabeleceu um acordo de 500 milhões de dóllares com o governo dos Estados Unidos depois de permitir que farmácias estrangeiras suspeitas utilizassem de seu serviço de publicidade, Google AdWords. Em 2013, foi confiscado 40 milhões de dóllares da empresa de correio UPS pelo governo federal dos Estados Unidos por ter entregado medicamentos sem prescrição médica.
O crescente aumento do risco à saúde e da segurança pública levaram a Direção da Comissão Européia a reagir. Então foi assim que emitiram a Diretiva 2011/62/EU em 2011 em um esforço de proteger a cadeia de abastecimento legal dos medicamentos falsificados.
A Direção identificou medidas que podem prevenir a entrada de medicamentos falsos na cadeia de aquisição dos medicamentos legais:
• Introduziu dispositivos de segurança e rastreabilidade
• Melhorou o controle da cadeia de distribuição
• Estendeu o controle sobre os Príncipios Farmacêuticos Ativos (API) e a cadeia de fornecimento de medicamentos, incluindo um melhor escrutínio dos intermediários e comerciantes
• Estabeleceu novos requisitos relativos às matérias primas dos produtos
• Medidas de controle das vendas dos medicamentos online
A Comissão Diretiva também introduziu a utilização de códigos de barras 2D nas embalagens dos medicamentos.
Estes códigos incluem um número de série aleatório, número do produto, número do lote e a data de validade.
Os farmacêuticos quando lêem os códigos de barras podem identificar os remédios falsos, saber os materiais que foram retirados e prevenir a venda de medicamentos fora da validade. Estes controles garantem a correta avaliação do medicamento no ponto de venda de farmácias e hospitais.
Para ajudar na luta contra os falsos medicamentos, a Datalogic oferece uma ampla gama de leitores de mão e coletores para utilização em farmácias e hospitais para a leitura de códigos 2D impressos nas embalagens dos produtos. Uma leitura fácil, rápida e eficiente no ponto de venda pode ser obtido através do uso de dispositivos compactos, leves e robustos como o coletor da datalogic Memor X3 ou o ergonômico Lynx PDA. O leitor de uso geral, Gryphon imager, foi desenvolvido especificamente para o setor de saúde pois possui invólucro pronto para aplicação de desinfetante tratado com aditivos antimicrobianos e de íons de lítio que ajudam a reduzir os riscos de transmissão de infecções.
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