4 sinais de que seu fornecedor pode não passar de 2020
Baixa rentabilidade, excesso de complexidade, pouco apetite a riscos, falta de visão. Quais pontos devem acionar seus sinais de alerta?
Há uma série de grandes mudanças que certamente atingirão o mercado de TI até o fim dessa década. Inteligência Artificial (AI) é um delas – quem sabe, talvez, uma das mais assustadoras. Contudo, não é a única. Uma convergência de fatores deve modificar radicalmente o cenário ao longo dos próximos anos.
Centros de dados convergentes e abrangentes (sejam de nuvens públicas ou privadas) rearranjam a forma como compramos tecnologia. Apesar disso, algumas empresas tendem a negar, bloquear ou barrar totalmente essa constatação.
Ferramentas como o Plague tornarão mais efetivos os processos de manipulação social. Além disso, a robótica dos carros conectados e sem motoristas; as impressoras 3D; as tecnologias substituindo a mão de obra humana em muitos casos; ...
O contexto a seguir descreve condições críticas que você pode, ou não, aplicar para seus fornecedores de tecnologia atuais e define quais deles enfrentam um perigo maior de não sobreviverem no mercado para além de 2020. Aqui alguns sinais para ligar o estado de alerta.
1. Baixa rentabilidade e poucos recursos em caixa
Uma empresa que não ganha dinheiro e não produz reservas passará por maus bocados em um ambiente que exigirá mudanças drásticas para acompanhar as transformações esperadas. Mas, há um segmento que essa premissa pode não ser verdadeira: software. Isso porque trata-se de uma vertente que é possível fazer transformações relativamente mais rápidas se comparado com hardware e serviços. Uma empresa que vende o almoço para comprar o jantar, a menos que tenha uma carta matadora na manga (o que é meio improvável), provavelmente não dobrará a esquina de 2020.
2. Excesso de complexidade
Para sobreviver, empresas precisarão identificar e calcular os riscos e mudar (muitas vezes de forma radical) a forma como e com o quê operam. Convenhamos que o excesso de complexidade inibe mudanças radicais, o que explica o fato de que muitas companhias que iam bem nos anos 80 não chegaram aos anos 2000.
Existem muitas distrações nos processos de mudança, bem como existe o fato de que muitos executivos simplesmente se recusam a ver as transformações e, quando conseguem esse feito, se deparam com pouca habilidade de promover os ajustes necessários para voltar aos eixos. A Sony é um exemplo. Tornou-se uma organização tão complexa que tanto a Apple quanto a Samsung a deixaram de joelhos em mercados que dominava.
3. Ser uma empresa pública
Ok. Ser uma empresa pública, por si só, não garante o fracasso ou sucesso de ninguém. Ocorre que nos últimos tempos “investidores ativistas” usam de uma influência crescente para drenar recursos de companhia abertas. Com isso, tiram dinheiro que poderia ajudar no reposicionamento necessário nesse período. A percepção é que empresas privadas são mais capazes de assumir riscos e investir em inovações aderentes aos próximos anos sem a pressão enorme de ter que convencer ou pagar enormes dividendos ao mercado.
4. Falta de visão
O futuro que não pode ser visto não pode ser antecipado. Há muitas companhias comandadas por pessoas que desempenhariam melhor a função de diretor de operações (COO) do que de CEO por serem boas em manter as luzes acessas, mas não conseguem soletrar a palavra “visão” que se desenha no mundo a sua frente. A operação é importante para manter as coisas em ordem, mas péssimo para antecipar-se a demandas.
O fracasso não é garantido
Não estou sugerindo que, se uma empresa tem um desses problemas ela irá falhar. Agora, caso tenha vários deles, seus prognósticos não são bons. Aliás, para os compradores de tecnologia, o cenário talvez nem seja um problema tão grande caso encontre essas questões em fornecedores de dispositivos genéricos, afinal, poderá facilmente migrar para outro. Agora, caso veja esses sinais em um fornecedor de solução estratégica, que não seja assim tão simples de ser substituída, o risco de seu provedor passa a ser também seu risco.
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