4 razões para a HP não comprar a BlackBerry
Listamos alguns motivos para que a HP não se aventure em mais um processo de aquisição.
Como estamos na onda das apostas sobre uma eventual compra da BlackBerry, resolvemos fazer uma lista nova, um pouco diferente das anteriores (leia, à esquerda, nossas considerações sobre a possibilidade de a Cisco ou a SAP adquirirem a canadense). A seguir expomos 4 motivos para a HP não se aventurar em uma fusão com a fabricante de smartphones.
Eis um forte argumento antes de entrarmos especificamente nos cinco pontos: basta dizer que durante um processo de reestruturação e desburocratização, adicionar uma nova companhia e toda sua complexidade seria danoso a todo o foco dado pela HP nos últimos anos, desde a chegada da CEO Meg Whitman. Mas não é somente isso.
Campeões do Canal 2013: escolha seu fornecedor favorito
Assine a newsletter da CRN Brasil
Siga a CRN Brasil no Twitter
Curta a Fan Page da CRN Brasil
Faça parte da comunidade CRN Brasil no LinkedIn
1. Problemas com a Autonomy – Esse nome deve dar calafrios na espinha dos executivos da HP. A princípio, essa aquisição seria uma tacada de mestre, mas algo deu (bem) errado. A gigante de TI desembolsaria 10,3 bilhões de dólares pela empresa de software. Contudo, só depois descobriu uma fraude de 8,8 bilhões de dólares nos números. Antes de partir para novas compras, seria sensato tirar esse esqueleto do armário. Embora a tecnologia seja realmente boa, segundo algumas consultorias como Gartner e Forrester, todos os fatos que vieram após a aquisição desestimulou novos negócios e criou o maior problema entre as empresas de capital aberto: as especulações.
2. Fracasso com a Palm – A HP tentou entrar com dois pés no mundo de mobilidade. Ao final de abril de 2010 anunciou a compra da Palm por 1,2 bilhão de dólares. Gerou-se certa expectativa pois, mesmo em declínio, a empresa de dispositivos móveis havia animado o mercado com seu webOS, considerado um bom sistema operacional. Por fim, produtos da marca acabaram desaparecendo nas estruturas da HP.
3. Processo de readequação – A fabricante de TI ainda precisa solidificar seus focos estratégicos antes de tentar abraçar novas empreitadas. Muito já foi feito e a companhia aparentemente dá passos confiantes sob o comando de Meg Whitman. Contudo, a bomba soltada pelo então CEO Léo Apotheker ainda reverbera. Interessante considerar que o mercado de computadores como um todo passa por um processo profundo de reformulação. Trazer novos ativos sem uma base sólida seria pouco aconselhável. Além disso, a chegada da BlackBerry podem reembaralhar as estruturas da HP.
4. Saindo de PCs – Assim como outros players do mercado de tecnologia, a companhia é impactada pelas mudanças do mercado que caminha para uma oferta de computação como serviço. A fabricante tem lutado para encontrar dinheiro para além dos PCs e impressoras, com ofertas de serviços gerenciados na nuvem e aceleração de vendas de soluções para big data. Claro que mobilidade é um ponto fundamental no quarteto de conceitos que figuram no discurso de todos que atuam com TI, contudo, sem um alinhamento preciso para que uma eventual compra agregue valor, será desperdício de um esforço que poderia ser canalizado a frentes mais urgentes nesse momento.
*Colaborou: Renato Galisteu
Últimas Notícias
Falhas técnicas podem ter causado prejuízo de mais de R$ 18 milhões durante Black Friday
Estudo da Sofist analisou quanto tempo sites ficaram fora do ar e o prejuíz...
A diferença da Inteligência Artificial na Era do Cliente
Como a Inteligência Artificial (IA) ajuda as empresas a crescer criando con...
5 falhas que podem ocorrer na sua migração para a nuvem
Migrações para a nuvem devem beneficiar o aplicativo, a TI e os negócios. V...
Inteligência Artificial: por que as perguntas certas geram negócios bem-sucedidos?
Manusear tecnologias de altíssima capacidade requer mais do que habilidades...
